Desde que Barry e Marvin passaram a dormir dentro de casa, tivemos alguns problemas com o xixi do Marvin.
Eis que, no armário, encontro esse repelente educador.
Ele tem um cheiro de citronela que incomoda os cachorros na hora em que vão farejar o melhor lugar para fazer xixi.
Deu certo. Agora, podemos dormir despreocupados porque Marvin se dirige até o quintal para fazer as necessidades.
Ah! E o cheiro do produto não é ruim.
Vamos continuar a utilização e depois ver se foi criado o hábito na cabeça dele.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Crônicas de Nárnia: Boçalidades, Pópis e a tia do Batman
Começa uma nova etapa em Dog Motown.
Durante a primeira reunião de condomínio, as coisas foram tensas. Talvez não tanto quanto eu esperava, mas o suficiente para deixar algumas preocupações.
Como era esperado, houve reclamações sobre os latidos noturnos do Marvin, os latidos do Barry quando pessoas passam pelo portão, algumas eventuais brigas e o cheiro do quintal, este último, um problema que já foi resolvido e só foi levantado pelo vizinho mais implicante.
Mantivemos a calma e sempre utilizamos um discurso objetivo. Qual o problema? Ok! Qual a solução? Ok.
O que nós propusemos foi: contratar um adestrador e estipular um tempo para que as melhorias no comportamento dos cachorros aparecessem.
Outra medida que adotamos foi a de colocar os dois para dormir dentro de casa, fator que aliviaria a carência deles, pois ficariam mais próximos dos donos. O único ponto negativo desta manobra: pode ser que Barry e Marvin fiquem ainda mais carentes, aumentando a ansiedade de separação.
Com esse novo cenário, estabelecemos os pontos que deverão ser abordados pelo adestrador. Alguns já postei aqui:
1 - Marvin ainda não mija no lugar certo. Ele já faz cocô no quintal, mas o xixi ainda é algo quase aleatório. Dentro de casa, isso deve ser uma prioridade.
2 - Latidos para estranhos de Barry e os noturnos do Marvin.
3 - A choradeira do Marvin antes do passeio.
Não consigo imaginar o prazo que o profissional vai nos dar. Daqui um tempo, eu postarei isso.
O interessante para o momento é imaginar a lição que devemos tirar dessa história. Pensar nisso me ajudou a dormir melhor, sem ficar tão puto com toda a situação.
Respirei fundo antes de dormir. Foi um sono agitado. Havia adrenalina no corpo e os cães provavelmente sentiram isso: estava bem agitados dentro da casa.
O que me deixou bem puto foi, mais uma vez a postura de alguns integrantes da discussão. Detesto reuniões longas e pessoas que dão chiliques.
Um de meus grandes desejos para a vida é chegar a uma idade avançada com sabedoria. Em resumo, não quero ser um velho chato. É importante abandonar a implicância para que ela não se desenvolva demais com o tempo e me traga problemas de saúde.
Ao voltar para casa observei e pensei: "Olhe para os cães! Eles estão cagando para a história!" — eu deveria estar cagando também. O foco agora é buscar o adestrador.
O momento da reunião que começou a me deixar irritado foi quando foi levantada a possibilidade de nós nos desfazermos de um dos cães. Por "N" motivos: disseram que não havia espaço para dois cachorros daquele porte na casa. "Quem gosta de animais não pode viver em condomínio!". "Vocês deveriam trocá-los por dois pequenininhos!".
Um exemplo clássico de como as pessoas ainda pensam em bichos de estimação como simples produtos. Sob esse aspecto, vendas ainda me enojam.
Falaram que, se o adestrador não resolvesse, nós teríamos que tomar uma decisão. Ainda no controle, não prolongamos o assunto. Mas fica a pergunta: "que decisão?". Abandonar está fora de questão. Doação? Também.
O ápice foi o tom ameaçador caso as medidas não fossem tomadas e/ou não rendessem os resultados desejados.
Um pedido de intervenção para a prefeitura? Soou para mim como "eu vou contar tudo pra minha mãe!". Imediatamente, lembrei-me da Pópis.
Talvez aqui coubesse uma interpretação bem rasa de Wilhelm Reich: está faltando orgasmo por aí.
Respirando fundo até agora. Assertividade. O importante é correr com o combinado e não pensar nas respostas que deveria ter dado. Chega de me imaginar estudando guitarra às 8h da manhã em todos os próximos sábados. Preciso também me esquecer da ideia de comprar uma bateria.
Por fim, vou listar abaixo as indicações de adestradores que recebi. Ainda não selecionamos, mas vale compartilhar.
Flá Campos.
Ricardo Tamborini.
Dog Adventure.
Durante a primeira reunião de condomínio, as coisas foram tensas. Talvez não tanto quanto eu esperava, mas o suficiente para deixar algumas preocupações.
Como era esperado, houve reclamações sobre os latidos noturnos do Marvin, os latidos do Barry quando pessoas passam pelo portão, algumas eventuais brigas e o cheiro do quintal, este último, um problema que já foi resolvido e só foi levantado pelo vizinho mais implicante.
Mantivemos a calma e sempre utilizamos um discurso objetivo. Qual o problema? Ok! Qual a solução? Ok.
O que nós propusemos foi: contratar um adestrador e estipular um tempo para que as melhorias no comportamento dos cachorros aparecessem.
Outra medida que adotamos foi a de colocar os dois para dormir dentro de casa, fator que aliviaria a carência deles, pois ficariam mais próximos dos donos. O único ponto negativo desta manobra: pode ser que Barry e Marvin fiquem ainda mais carentes, aumentando a ansiedade de separação.
Com esse novo cenário, estabelecemos os pontos que deverão ser abordados pelo adestrador. Alguns já postei aqui:
1 - Marvin ainda não mija no lugar certo. Ele já faz cocô no quintal, mas o xixi ainda é algo quase aleatório. Dentro de casa, isso deve ser uma prioridade.
2 - Latidos para estranhos de Barry e os noturnos do Marvin.
3 - A choradeira do Marvin antes do passeio.
Não consigo imaginar o prazo que o profissional vai nos dar. Daqui um tempo, eu postarei isso.
O interessante para o momento é imaginar a lição que devemos tirar dessa história. Pensar nisso me ajudou a dormir melhor, sem ficar tão puto com toda a situação.
Respirei fundo antes de dormir. Foi um sono agitado. Havia adrenalina no corpo e os cães provavelmente sentiram isso: estava bem agitados dentro da casa.
O que me deixou bem puto foi, mais uma vez a postura de alguns integrantes da discussão. Detesto reuniões longas e pessoas que dão chiliques.
Um de meus grandes desejos para a vida é chegar a uma idade avançada com sabedoria. Em resumo, não quero ser um velho chato. É importante abandonar a implicância para que ela não se desenvolva demais com o tempo e me traga problemas de saúde.
Ao voltar para casa observei e pensei: "Olhe para os cães! Eles estão cagando para a história!" — eu deveria estar cagando também. O foco agora é buscar o adestrador.
O momento da reunião que começou a me deixar irritado foi quando foi levantada a possibilidade de nós nos desfazermos de um dos cães. Por "N" motivos: disseram que não havia espaço para dois cachorros daquele porte na casa. "Quem gosta de animais não pode viver em condomínio!". "Vocês deveriam trocá-los por dois pequenininhos!".
Um exemplo clássico de como as pessoas ainda pensam em bichos de estimação como simples produtos. Sob esse aspecto, vendas ainda me enojam.
Falaram que, se o adestrador não resolvesse, nós teríamos que tomar uma decisão. Ainda no controle, não prolongamos o assunto. Mas fica a pergunta: "que decisão?". Abandonar está fora de questão. Doação? Também.
O ápice foi o tom ameaçador caso as medidas não fossem tomadas e/ou não rendessem os resultados desejados.
Um pedido de intervenção para a prefeitura? Soou para mim como "eu vou contar tudo pra minha mãe!". Imediatamente, lembrei-me da Pópis.
Talvez aqui coubesse uma interpretação bem rasa de Wilhelm Reich: está faltando orgasmo por aí.
Respirando fundo até agora. Assertividade. O importante é correr com o combinado e não pensar nas respostas que deveria ter dado. Chega de me imaginar estudando guitarra às 8h da manhã em todos os próximos sábados. Preciso também me esquecer da ideia de comprar uma bateria.
Por fim, vou listar abaixo as indicações de adestradores que recebi. Ainda não selecionamos, mas vale compartilhar.
Flá Campos.
Ricardo Tamborini.
Dog Adventure.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Atualização
Mais uma prova de que um dos componentes principais no adestramento e educação de cães é a paciência.
Marvin teve uma significativa melhora em seu comportamento geral.
1 - Após algumas experiências fedidas de cocô e xixi dentro de casa, não sei dizer em qual dia exatamente, mas o Marvin teve a iniciativa de ir até o quintal para fazer suas necessidades. Quando abríamos a porta de fora para que eles passassem uns tempos conosco no sofá, era sempre um momento de tensão. Pensávamos "a qualquer momento ele vai cagar no chão e mijar em alguma coisa importante". Ponto para o Marvin!
2 - As brigas diminuíram muito. Hoje, Barry e Marvin parecem se dar muito bem. Às vezes até ficam juntos dentro da mesma casinha. Já é até possível dizer que eles têm uma bonita amizade.
3 - Marvin aprendeu a dar a pata quando pedimos. Já compreende o comando "Dá a pata!" e logo em seguida, "A outra!".
4 - Retiramos a coleira anti-latido.
Ainda há alguns pontos para resolver. Marvin já vai até o quintal para mijar, porém, ele ainda não faz no local certo.
A amizade dele com o Barry tem um porém: às vezes, Marvin quer brincar em plena madrugada e fica latindo. Ainda não confirmamos se ele está latindo para o som da TV que vem dentro de casa.
A gritaria na hora de passear persiste e o desespero para a refeição ainda é forte. Ele continua "sambando" enquanto espera.
Creio que precisaremos chamar um adestrador para esses fatos específicos.
Marvin teve uma significativa melhora em seu comportamento geral.
1 - Após algumas experiências fedidas de cocô e xixi dentro de casa, não sei dizer em qual dia exatamente, mas o Marvin teve a iniciativa de ir até o quintal para fazer suas necessidades. Quando abríamos a porta de fora para que eles passassem uns tempos conosco no sofá, era sempre um momento de tensão. Pensávamos "a qualquer momento ele vai cagar no chão e mijar em alguma coisa importante". Ponto para o Marvin!
2 - As brigas diminuíram muito. Hoje, Barry e Marvin parecem se dar muito bem. Às vezes até ficam juntos dentro da mesma casinha. Já é até possível dizer que eles têm uma bonita amizade.
3 - Marvin aprendeu a dar a pata quando pedimos. Já compreende o comando "Dá a pata!" e logo em seguida, "A outra!".
4 - Retiramos a coleira anti-latido.
Ainda há alguns pontos para resolver. Marvin já vai até o quintal para mijar, porém, ele ainda não faz no local certo.
A amizade dele com o Barry tem um porém: às vezes, Marvin quer brincar em plena madrugada e fica latindo. Ainda não confirmamos se ele está latindo para o som da TV que vem dentro de casa.
A gritaria na hora de passear persiste e o desespero para a refeição ainda é forte. Ele continua "sambando" enquanto espera.
Creio que precisaremos chamar um adestrador para esses fatos específicos.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Paradoxo das fezes
Barry ficou claramente mais territorial depois que Marvin chegou.
Talvez por conta da imposição hierárquica ou territorial, ele começou a comer o cocô do Marvin.
Ainda não consegui dar um flagrante para corrigir o comportamento.
Dizem que os cães são animais que prezam pela limpeza. Aí que está o paradoxo. Para limpar o quintal, o cachorro vai lá e come o cocô?
Tem bastante dicas na web sobre o assunto. Esta foi a que achei mais interessante.
Não acredito que seja tédio ou deficiência de algum nutriente. Tenho a impressão que é uma questão puramente hierárquica e territorial.
Talvez por conta da imposição hierárquica ou territorial, ele começou a comer o cocô do Marvin.
Ainda não consegui dar um flagrante para corrigir o comportamento.
Dizem que os cães são animais que prezam pela limpeza. Aí que está o paradoxo. Para limpar o quintal, o cachorro vai lá e come o cocô?
Tem bastante dicas na web sobre o assunto. Esta foi a que achei mais interessante.
Não acredito que seja tédio ou deficiência de algum nutriente. Tenho a impressão que é uma questão puramente hierárquica e territorial.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Eles se entendem...
Partindo do princípio que são os humanos que "estragaram" os cães ao longo dos anos, veio uma reflexão na cabeça.
Por mais barulho que a gente ouça nas brigas do Barry e do Marvin, será que não é realmente a maneira como eles se entenderão? Como eles vão encontrar o equilíbrio na relação deles?
Geralmente, eu costumo intervir quando as "discussões" estão mais exaltadas. Quando o Marvin já se escondeu na casinha e o Barry quer continuar a, digamos, argumentar.
Da última vez, separei os dois com a ajuda do borrifador d'água.
Apesar da aparente exaltação, percebo que eles raramente saíram machucados. A partir desse fato, vem a pergunta: qual o verdadeiro momento para os humanos intervirem? Será que não estamos atrapalhando?
Considerando que por várias gerações nós fomos esquecendo nossos instintos e perdendo nossa proximidade com a natureza para dar lugar a inúmeras neuroses, isso é uma possibilidade bem plausível.
Minha mãe sempre diz: "eles se entendem...". Cada dia que passa, acredito mais nisso.
Por mais barulho que a gente ouça nas brigas do Barry e do Marvin, será que não é realmente a maneira como eles se entenderão? Como eles vão encontrar o equilíbrio na relação deles?
Geralmente, eu costumo intervir quando as "discussões" estão mais exaltadas. Quando o Marvin já se escondeu na casinha e o Barry quer continuar a, digamos, argumentar.
Da última vez, separei os dois com a ajuda do borrifador d'água.
Apesar da aparente exaltação, percebo que eles raramente saíram machucados. A partir desse fato, vem a pergunta: qual o verdadeiro momento para os humanos intervirem? Será que não estamos atrapalhando?
Considerando que por várias gerações nós fomos esquecendo nossos instintos e perdendo nossa proximidade com a natureza para dar lugar a inúmeras neuroses, isso é uma possibilidade bem plausível.
Minha mãe sempre diz: "eles se entendem...". Cada dia que passa, acredito mais nisso.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Coleira + guia
A coleira do link abaixo pode ser uma boa opção para os gritos desesperados de Marvin ao sair para passear.
Ele pode ser simplesmente "enganado" por estar com a coleira e a guia o tempo todo.
Assim, poderíamos sair e talvez, ele nem perceber que está indo passear.
Veja aqui.
Ele pode ser simplesmente "enganado" por estar com a coleira e a guia o tempo todo.
Assim, poderíamos sair e talvez, ele nem perceber que está indo passear.
Veja aqui.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
A jornada de Barry White
Apenas um post nostálgico com um pouco da história do Barry White.
O resumo do puzzle:
- Quando o adotamos, ele tinha pneumonia e não poderia tomar a 3ª dose da vacina.
- Precisávamos curar a pneumonia, para que ele pudesse tomar a vacina e depois estar apto para sair na rua.
- Para gastar a energia dele, utilizávamos uma esteira. Dica de Cesar Millan.
- Quando o curamos da pneumonia, por conta dos efeitos colaterais de alguns remédios, acabou piorando a sarna demodécica dele.
- Após o 3º raspado de pele negativo, ele pode tomar a vacina.
- Uma semana depois, foi o primeiro passeio.
Essa odisseia, com vários veterinários consultados, duas internações, uma broncoscopia e um lavado pulmonar, durou aproximadamente um ano.
O vídeo abaixo é uma coletânea de momentos até o primeiro passeio dele no Parque do Ibirapuera. Nós o fizemos como um agradecimento a todos os veterinários que o acompanharam e pessoas que sempre torceram pela melhora dele.
Barry nos deu alguns sustos, principalmente nas duas internações: em suas crises quando era filhote, parecia estar com muita dificuldade para respirar.
Hoje, apesar de ter perdido um quarto de sua capacidade pulmonar, ele está bem. Fica apenas um pouco debilitado no inverno, quando ataca uma bronquite alérgica. Ainda estamos estudando a melhor maneira de evitar isso.
A melhor opção parece ser a acupuntura, que terá menos efeitos colaterais na imunidade dele, dificultando a volta da sarna demodécica.
A velha lição dos cães sobre o presente: trabalho para não ficar emputecido quando as pessoas dizem que teriam desistido dele. Muitos amigos disseram que não pagariam pelo tratamento, ou que "entregariam para deus". Ou mesmo quando lembram quando Barry estava sem pelos por conta da sarna e dizem que era um cachorro feio ou "vira-lata caro".
Confesso que ainda respiro fundo para não mandar todo mundo se foder. Acho absurdo como soava fácil a desistência. Mas enfim: a lição dos cães diz que isso está no passado. Não importa mais. Barry está bem hoje.
A lição que Barry deixou para mim é a de que valeu a pena ir até o fim. A vida sempre vale a pena, contrariando também alguns espiritualizados que afirmavam que "ele queria ir embora", ou seja, queria morrer.
Marvin é nosso novo desafio. Ele tem a saúde de um touro, só que é ansioso. Vamos ver como vai ser.
O resumo do puzzle:
- Quando o adotamos, ele tinha pneumonia e não poderia tomar a 3ª dose da vacina.
- Precisávamos curar a pneumonia, para que ele pudesse tomar a vacina e depois estar apto para sair na rua.
- Para gastar a energia dele, utilizávamos uma esteira. Dica de Cesar Millan.
- Quando o curamos da pneumonia, por conta dos efeitos colaterais de alguns remédios, acabou piorando a sarna demodécica dele.
- Após o 3º raspado de pele negativo, ele pode tomar a vacina.
- Uma semana depois, foi o primeiro passeio.
Essa odisseia, com vários veterinários consultados, duas internações, uma broncoscopia e um lavado pulmonar, durou aproximadamente um ano.
O vídeo abaixo é uma coletânea de momentos até o primeiro passeio dele no Parque do Ibirapuera. Nós o fizemos como um agradecimento a todos os veterinários que o acompanharam e pessoas que sempre torceram pela melhora dele.
Barry nos deu alguns sustos, principalmente nas duas internações: em suas crises quando era filhote, parecia estar com muita dificuldade para respirar.
Hoje, apesar de ter perdido um quarto de sua capacidade pulmonar, ele está bem. Fica apenas um pouco debilitado no inverno, quando ataca uma bronquite alérgica. Ainda estamos estudando a melhor maneira de evitar isso.
A melhor opção parece ser a acupuntura, que terá menos efeitos colaterais na imunidade dele, dificultando a volta da sarna demodécica.
A velha lição dos cães sobre o presente: trabalho para não ficar emputecido quando as pessoas dizem que teriam desistido dele. Muitos amigos disseram que não pagariam pelo tratamento, ou que "entregariam para deus". Ou mesmo quando lembram quando Barry estava sem pelos por conta da sarna e dizem que era um cachorro feio ou "vira-lata caro".
Confesso que ainda respiro fundo para não mandar todo mundo se foder. Acho absurdo como soava fácil a desistência. Mas enfim: a lição dos cães diz que isso está no passado. Não importa mais. Barry está bem hoje.
A lição que Barry deixou para mim é a de que valeu a pena ir até o fim. A vida sempre vale a pena, contrariando também alguns espiritualizados que afirmavam que "ele queria ir embora", ou seja, queria morrer.
Marvin é nosso novo desafio. Ele tem a saúde de um touro, só que é ansioso. Vamos ver como vai ser.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Marvin e a lei tostines 2
Depois do primeiro passeio sozinho com Barry e Marvin que narrei nesse post, resolvi esperar por apoio no próximo passeio.
Se falarmos em energia, acho que o momento do passeio causar tanta preocupação não deve ser algo bom para os cães, sendo que deveria ser um momento mais prazeroso.
Sair sozinho com eles pode ser uma hora muito carregada de tensão: apreensão com a gritaria e medo de brigas com outros cachorros.
Vou administrar a energia deles como posso.
Em paralelo a tudo isso, terminou o tempo recomendado pelo fabricante da coleira anti-latidos.
Ainda estou na dúvida se devo retirá-la, ou não.
O efeito foi satisfatório. Com certeza, ele está latindo menos.
A única exceção é justamente o momento do passeio, em que Marvin grita como se não houvesse amanhã.
Se falarmos em energia, acho que o momento do passeio causar tanta preocupação não deve ser algo bom para os cães, sendo que deveria ser um momento mais prazeroso.
Sair sozinho com eles pode ser uma hora muito carregada de tensão: apreensão com a gritaria e medo de brigas com outros cachorros.
Vou administrar a energia deles como posso.
Em paralelo a tudo isso, terminou o tempo recomendado pelo fabricante da coleira anti-latidos.
Ainda estou na dúvida se devo retirá-la, ou não.
O efeito foi satisfatório. Com certeza, ele está latindo menos.
A única exceção é justamente o momento do passeio, em que Marvin grita como se não houvesse amanhã.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
Marvin e a lei tostines
Hoje, saí para passear sozinho com Marvin e Barry.
Foi bem difícil.
Tudo começou com o tradicional escândalo do Marvin. Gritou e latiu como sempre, mas como eu estava sozinho e com as duas mãos segurando guias, não consegui controlá-lo direito.
Com a gritaria de Marvin, Barry também ficou chorando.
Minha primeira reação foi a de fazer os dois sentarem, respirar fundo para me acalmar também e esperar o escândalo passar (perdão, vizinhos!).
Demorou. Mas na primeira oportunidade, passamos os três juntos.
Para evitar uma briga entre os dois enquanto saíamos, resolvi utilizar o portão automático. Assim, não teria mais um momento de confusão ao manusear chaves, fechaduras e portas.
Isso deixou tudo mais prático, mas a cada etapa ou "troca de ambientes", mais gritaria.
Na praça, ainda apareceram três cães de rua, que se aproximaram com postura de luta. Pelos eriçados e cabeça baixa. Não dá para culpá-los: Marvin e Barry estavam puxando as coleiras, latindo e prontos para brigar também.
Gritei "passa!" e bati com meus pés no chão com força. Deu certo. Sem brigas, sem feridos.
Vale destacar que Barry, antes um cachorro bem mais simpático, ficou consideravelmente agressivo depois da chegada de Marvin. Não sei explicar o motivo. Deduzo que tenha ficado mais territorial e possessivo por conta dos constantes "exercícios" de poder entre os dois.
Agora, a gritaria de Marvin eu não sei como interpretar. Não sei dizer se é puro desespero de sair para passear, se é ansiedade de separação, medo de ficar amarrado em algum portão de novo ou simplesmente excitação incontrolável pela caminhada.
Estou pensando seriamente em contratar um adestrador ou matricular o Marvin no agility.
O problema agora é o efeito Tostines:
1 - Nossa relação com os vizinhos está estremecida e eu reconheço que os latidos escandalosos são um grande incômodo.
2 - Marvin precisa passear para gastar energia e não latir mais nessas situações inapropriadas.
A solução pode ser encontrar o horário ideal de passeio, que seja discreto e que me permita controlar o escândalo com a calma necessária. Sem pressões. Mas que horas?
Foi bem difícil.
Tudo começou com o tradicional escândalo do Marvin. Gritou e latiu como sempre, mas como eu estava sozinho e com as duas mãos segurando guias, não consegui controlá-lo direito.
Com a gritaria de Marvin, Barry também ficou chorando.
Minha primeira reação foi a de fazer os dois sentarem, respirar fundo para me acalmar também e esperar o escândalo passar (perdão, vizinhos!).
Demorou. Mas na primeira oportunidade, passamos os três juntos.
Para evitar uma briga entre os dois enquanto saíamos, resolvi utilizar o portão automático. Assim, não teria mais um momento de confusão ao manusear chaves, fechaduras e portas.
Isso deixou tudo mais prático, mas a cada etapa ou "troca de ambientes", mais gritaria.
Na praça, ainda apareceram três cães de rua, que se aproximaram com postura de luta. Pelos eriçados e cabeça baixa. Não dá para culpá-los: Marvin e Barry estavam puxando as coleiras, latindo e prontos para brigar também.
Gritei "passa!" e bati com meus pés no chão com força. Deu certo. Sem brigas, sem feridos.
Vale destacar que Barry, antes um cachorro bem mais simpático, ficou consideravelmente agressivo depois da chegada de Marvin. Não sei explicar o motivo. Deduzo que tenha ficado mais territorial e possessivo por conta dos constantes "exercícios" de poder entre os dois.
Agora, a gritaria de Marvin eu não sei como interpretar. Não sei dizer se é puro desespero de sair para passear, se é ansiedade de separação, medo de ficar amarrado em algum portão de novo ou simplesmente excitação incontrolável pela caminhada.
Estou pensando seriamente em contratar um adestrador ou matricular o Marvin no agility.
O problema agora é o efeito Tostines:
1 - Nossa relação com os vizinhos está estremecida e eu reconheço que os latidos escandalosos são um grande incômodo.
2 - Marvin precisa passear para gastar energia e não latir mais nessas situações inapropriadas.
A solução pode ser encontrar o horário ideal de passeio, que seja discreto e que me permita controlar o escândalo com a calma necessária. Sem pressões. Mas que horas?
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Coisas que meu cão não pensa
Tem uma série de coisas que acontecem no dia a dia e criam algumas preocupações. Só depois de algum tempo encanado e ansioso que me dou conta: meus cachorros nunca pensariam dessa maneira tão idiota.
Por exemplo: esses dias estávamos conversando sobre adoção e compra de animais. Tinham anunciado um cachorro no Facebook. Era um Shih Tzu e custava em torno de R$ 1.200,00. A primeira coisa que falei foi:
— Porra! Para que pagar tudo isso em um cachorro se você pode adotar um da rua, que é muito mais legal e inteligente. — Confesso que estava um pouco mal-humorado de sono.
A conversa prosseguiu por um tempo. Mas depois, fiquei pensando. Por mais estúpido que eu ainda ache uma pessoa comprar um cachorro, com tantos ainda precisando de um lar, a culpa não é dos cães de raça.
Eu me senti envergonhado.
Esse é um tipo de pensamento racista que os cachorros nunca teriam. Eles brincam e/ou brigam com qualquer outro cão e não há diferenciação da raça. A reação deles é consequência apenas da atitude ou comportamento do outro. Mais uma lição dos peludos para a gente.
Mudando de assunto, fiquei meio apreensivo com o fim desta semana. Desde segunda-feira, planejava e encanava sobre meu pique, se aguentaria fazer tudo, sobre os trajetos que eu teria que dirigir, sobre o sono na aula de sábado...
Pena que só na quinta eu fui perceber o quanto era imbecil pensar nisso tudo. Não fiz nenhum plano especial para a maratona. Vou simplesmente enfrentá-la. No fim, é o que sempre resta a fazer.
Falando ainda em preocupações, hoje mesmo (enquanto escrevia este post) recebi a notícia que a diretora da faculdade de Psicologia, além de minha orientadora em um trabalho de monografia, que cursei, faleceu às 13h.
Foi tão inesperado que ainda estou meio sem saber como reagir. Parece que algumas coisas surgem simplesmente porque são inesperadas. Isso me mostra o quanto uma preocupação é inútil.
Nem preciso falar que Barry e Marvin não têm esse problema, né? É fato que eles não estão preocupados com qualquer coisa que possa vir ou não acontecer.
Por exemplo: esses dias estávamos conversando sobre adoção e compra de animais. Tinham anunciado um cachorro no Facebook. Era um Shih Tzu e custava em torno de R$ 1.200,00. A primeira coisa que falei foi:
— Porra! Para que pagar tudo isso em um cachorro se você pode adotar um da rua, que é muito mais legal e inteligente. — Confesso que estava um pouco mal-humorado de sono.
A conversa prosseguiu por um tempo. Mas depois, fiquei pensando. Por mais estúpido que eu ainda ache uma pessoa comprar um cachorro, com tantos ainda precisando de um lar, a culpa não é dos cães de raça.
Eu me senti envergonhado.
Esse é um tipo de pensamento racista que os cachorros nunca teriam. Eles brincam e/ou brigam com qualquer outro cão e não há diferenciação da raça. A reação deles é consequência apenas da atitude ou comportamento do outro. Mais uma lição dos peludos para a gente.
Mudando de assunto, fiquei meio apreensivo com o fim desta semana. Desde segunda-feira, planejava e encanava sobre meu pique, se aguentaria fazer tudo, sobre os trajetos que eu teria que dirigir, sobre o sono na aula de sábado...
Pena que só na quinta eu fui perceber o quanto era imbecil pensar nisso tudo. Não fiz nenhum plano especial para a maratona. Vou simplesmente enfrentá-la. No fim, é o que sempre resta a fazer.
Falando ainda em preocupações, hoje mesmo (enquanto escrevia este post) recebi a notícia que a diretora da faculdade de Psicologia, além de minha orientadora em um trabalho de monografia, que cursei, faleceu às 13h.
Foi tão inesperado que ainda estou meio sem saber como reagir. Parece que algumas coisas surgem simplesmente porque são inesperadas. Isso me mostra o quanto uma preocupação é inútil.
Nem preciso falar que Barry e Marvin não têm esse problema, né? É fato que eles não estão preocupados com qualquer coisa que possa vir ou não acontecer.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Marvin, o desesperado.
Poucos dias antes de começar a postar aqui no blog, escrevi um e-mail para o Dr. Pet. O programa dele no NatGeo tinha aberto inscrições para participar.
O título era "Marvin, o desesperado" e o texto era basicamente o mesmo do primeiro post daqui.
Resolvi reviver o assunto por pura reflexão de um fato que ocorreu enquanto eu escrevia.
Na hora de anexar a foto do Marvin, arrastei o arquivo até a mensagem, mas não deu certo. A foto não aparecia no e-mail.
Tentei novamente. Nada.
Mais uma tentativa. Não deu. Comecei a me irritar.
O jeito foi anexar a foto como se fosse um arquivo. Pronto! Deu certo.
Cliquei em enviar.
Até então, tudo certo. Mas quando fui encaminhar a mensagem para minha noiva, vi que havia três imagens do Marvin no meio do texto e mais um ícone de arquivo anexado.
Fiquei imaginando a reação do responsável do programa na hora em que recebesse: "esse cara pede ajuda por causa de um cachorro que é desesperado, mas anexa 4 fotos iguais na mesma mensagem".
A pergunta aqui é: quem é o desesperado? Ou melhor: quem é o ansioso?
Sem entrar em conteúdos místicos ou religiosos, mas podemos pensar que Marvin apareceu para nos ajudar a controlar a nossa própria ansiedade.
Temos que prestar atenção nisso porque o suposto desespero do Marvin é provavelmente só um reflexo do nosso comportamento.
Para pensar.
O título era "Marvin, o desesperado" e o texto era basicamente o mesmo do primeiro post daqui.
Resolvi reviver o assunto por pura reflexão de um fato que ocorreu enquanto eu escrevia.
Na hora de anexar a foto do Marvin, arrastei o arquivo até a mensagem, mas não deu certo. A foto não aparecia no e-mail.
Tentei novamente. Nada.
Mais uma tentativa. Não deu. Comecei a me irritar.
O jeito foi anexar a foto como se fosse um arquivo. Pronto! Deu certo.
Cliquei em enviar.
Até então, tudo certo. Mas quando fui encaminhar a mensagem para minha noiva, vi que havia três imagens do Marvin no meio do texto e mais um ícone de arquivo anexado.
Fiquei imaginando a reação do responsável do programa na hora em que recebesse: "esse cara pede ajuda por causa de um cachorro que é desesperado, mas anexa 4 fotos iguais na mesma mensagem".
A pergunta aqui é: quem é o desesperado? Ou melhor: quem é o ansioso?
Sem entrar em conteúdos místicos ou religiosos, mas podemos pensar que Marvin apareceu para nos ajudar a controlar a nossa própria ansiedade.
Temos que prestar atenção nisso porque o suposto desespero do Marvin é provavelmente só um reflexo do nosso comportamento.
Para pensar.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Bugigangas - Parte 2
Só uma atualização simples dos resultados das bugigangas.
Marvin deve estar achando que é o Banshee da Marvel Comics, pois toda vez que late, a coleira turbina o som com o ruído agudo.
Provavelmente foi esse sentimento de quase onipotência que fez o Barry arrancar a bateria da anterior.
Vale lembrar que o fabricante da coleira recomenda o uso por 10 dias para corrigir o comportamento do cão.
O spray anti-stress até que está funcionando bem. Pode ser mais um efeito progressivo da castração, mas os dois têm brigado bem menos.
Marvin deve estar achando que é o Banshee da Marvel Comics, pois toda vez que late, a coleira turbina o som com o ruído agudo.
Provavelmente foi esse sentimento de quase onipotência que fez o Barry arrancar a bateria da anterior.
Vale lembrar que o fabricante da coleira recomenda o uso por 10 dias para corrigir o comportamento do cão.
O spray anti-stress até que está funcionando bem. Pode ser mais um efeito progressivo da castração, mas os dois têm brigado bem menos.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Bugigangas
Depois que o Barry arrancou a bateria da coleira anti-latidos do Marvin, resolvemos comprar mais uma. Vamos passar Novalgina no sensor dela para que isso não aconteça de novo.
Bem, se Barry conseguir novamente, logo após compramos a nova, descobrimos que há baterias à venda na própria Cobasi.
A coleira emite um ruído agudo assim que o Marvin late. Isso gera uma correção imediata ao comportamento. Nessa primeira noite, deu tudo certo. Para ajudar, ele fez um passeio de meia hora antes do jantar.
Marvin é inteligente. Meu único medo é a associação do silêncio com a coleira. Ou seja, quando o "treino" de 10 dias recomendado pelo fabricante acabar, temo que ele volte a latir por ter percebido que o ruído agudo só vem quando a coleira está no pescoço.
Complementando as bugigangas, compramos também um spray anti-stress. Ele tem uns óleos e essências que ajudam o cão a se acalmar. Deve ser aplicado no ambiente ou no pescoço do cachorro, como se fosse um perfume. De fato, o produto tem cheiro de chá.
Tanto Barry quanto o Marvin começaram a usar.
O vendedor disse que o spray tem um efeito interessante, mas que não é imediato. Vamos ver como vai ser.
Bem, se Barry conseguir novamente, logo após compramos a nova, descobrimos que há baterias à venda na própria Cobasi.
A coleira emite um ruído agudo assim que o Marvin late. Isso gera uma correção imediata ao comportamento. Nessa primeira noite, deu tudo certo. Para ajudar, ele fez um passeio de meia hora antes do jantar.
Marvin é inteligente. Meu único medo é a associação do silêncio com a coleira. Ou seja, quando o "treino" de 10 dias recomendado pelo fabricante acabar, temo que ele volte a latir por ter percebido que o ruído agudo só vem quando a coleira está no pescoço.
Complementando as bugigangas, compramos também um spray anti-stress. Ele tem uns óleos e essências que ajudam o cão a se acalmar. Deve ser aplicado no ambiente ou no pescoço do cachorro, como se fosse um perfume. De fato, o produto tem cheiro de chá.
Tanto Barry quanto o Marvin começaram a usar.
O vendedor disse que o spray tem um efeito interessante, mas que não é imediato. Vamos ver como vai ser.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Pequena Serenata Noturna
De ontem para hoje (25/9 a 26/9/2013), Marvin Gaye latiu por quase toda a madrugada.
Não havia correção que o fizesse parar.
1 - Batemos palmas de dentro de casa para que ele não associasse os latidos com a presença do dono, reforçando assim o comportamento. Não deu certo. Ele parava durante as palmas, mas logo voltava a latir.
2 - Gritamos "EI" e fizemos "SH" de maneira firme. Não adiantou também.
Não teve jeito. Tivemos que descer até o quintal, com pisadas fortes para assustar. Ele ia para a casinha correndo, mas era só voltarmos para o quarto, que ele voltava a latir.
Tentamos mais algumas correções com palmas e gritos de "EI". Pelo que percebemos, ele só voltou a latir às 5h da manhã. Só não sei se dormimos e não percebemos, ou se Marvin realmente ficou quieto durante esse tempo da madrugada.
Foi uma semana de chuvas na parte da manhã, fator que comprometeu a rotina de exercícios de Barry White e Marvin Gaye.
A meu ver, isso foi crucial. Principalmente para Marvin, que é um filhotão de quase 1 ano, com problemas de ansiedade e energia transbordando.
Nesses casos, podemos perceber a importância de exercícios para a vida dos cães. Eles precisam passear.
Para não dizer que a semana foi inútil, em todos os dias de chuva, fizemos o exercício do "cordão umbilical" de um programa que vimos no Animal Planet. De uns tempos para cá, não consigo mais encontrar o nome do apresentador, tampouco do programa dele.
Mas tudo bem. O cara é muito arrogante e insuportável. Esse foi o único conceito interessante que vimos no programa dele.
Consiste em utilizar a guia amarrada na cintura e levar o cão para fazer as atividades da casa. O objetivo da técnica é criar o hábito de seguidor no cachorro.
Com o cão o acompanhando, você deve praticamente ignorá-lo.
Lavamos o quintal, arrumamos a casa e preparamos o café da manhã com eles nos seguindo.
Vamos ver os resultados dessa prática mais para a frente.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Fight
Elas vêm diminuindo, mas ainda assustam.
A relação entre Barry e Marvin tem muitas brincadeiras, mas às vezes saem umas brigas que precisam de nossa atenção, eu acho.
Os motivos? Antes da castração: ciúmes, dominância, território e comida. Hoje, dominância e principalmente comida.
Quando adotamos o Marvin, a maioria dos blogs e leituras que pesquisamos sobre o assunto sugeriam que o cão que chegou primeiro, no caso o Barry, tinha que ter uma posição maior na hierarquia em relação ao cachorro mais novo.
Ok. É parecido com a maneira como devemos lidar com a chegada de um filho mais novo, para que o mais velho não se sinta enciumado.
Isso facilitou as coisas no início. Ao longo do tempo, uma briga ou outra surgia, mas sempre tive confiança de colocar minhas mãos entre eles para apartar. Eles nunca me morderam.
Barry parecia ensinar as regras da casa para o Marvin.
Ontem eles tiveram a única briga que eu achei injusta. Dei dois petiscos, um para cada cachorro. Porém, Barry comeu mais rápido que Marvin, e quando viu que ele ainda estava mastigando, foi correndo, provocou uma briga e tomou o palitinho dele.
Felizmente, Marvin agora sempre corre para a casinha para não brigar. Creio que isso é um ponto positivo porque as relações hierárquicas entre os dois estariam estabelecidas.
Mais uma vez. Apesar do número ter diminuído, ainda assim fico preocupado. Essa preocupação não é boa para o relacionamento deles. Portanto, é a primeira medida a ser tomada.
Cesar Millan fala em seus programas que não podemos pensar o pior dos cães ou deixar nossas impressões preverem o que vai acontecer. Isso acaba "criando" justamente o cenário que não desejamos.
Esse é um exercício importante. Pensar mais como eles, que vivem única e exclusivamente o presente. Nossa preocupação já deixa o ar mais tenso. Isso com certeza reflete no comportamento dos cachorros.
A relação entre Barry e Marvin tem muitas brincadeiras, mas às vezes saem umas brigas que precisam de nossa atenção, eu acho.
Os motivos? Antes da castração: ciúmes, dominância, território e comida. Hoje, dominância e principalmente comida.
Quando adotamos o Marvin, a maioria dos blogs e leituras que pesquisamos sobre o assunto sugeriam que o cão que chegou primeiro, no caso o Barry, tinha que ter uma posição maior na hierarquia em relação ao cachorro mais novo.
Ok. É parecido com a maneira como devemos lidar com a chegada de um filho mais novo, para que o mais velho não se sinta enciumado.
Isso facilitou as coisas no início. Ao longo do tempo, uma briga ou outra surgia, mas sempre tive confiança de colocar minhas mãos entre eles para apartar. Eles nunca me morderam.
Barry parecia ensinar as regras da casa para o Marvin.
Ontem eles tiveram a única briga que eu achei injusta. Dei dois petiscos, um para cada cachorro. Porém, Barry comeu mais rápido que Marvin, e quando viu que ele ainda estava mastigando, foi correndo, provocou uma briga e tomou o palitinho dele.
Felizmente, Marvin agora sempre corre para a casinha para não brigar. Creio que isso é um ponto positivo porque as relações hierárquicas entre os dois estariam estabelecidas.
Mais uma vez. Apesar do número ter diminuído, ainda assim fico preocupado. Essa preocupação não é boa para o relacionamento deles. Portanto, é a primeira medida a ser tomada.
Cesar Millan fala em seus programas que não podemos pensar o pior dos cães ou deixar nossas impressões preverem o que vai acontecer. Isso acaba "criando" justamente o cenário que não desejamos.
Esse é um exercício importante. Pensar mais como eles, que vivem única e exclusivamente o presente. Nossa preocupação já deixa o ar mais tenso. Isso com certeza reflete no comportamento dos cachorros.
domingo, 22 de setembro de 2013
Distração e latidos
Mais da Victoria Stilwell aqui.
Considerando o que o Barry fez com a coleira anti latidos do Marvin, nem tentamos utilizar o produto novamente. Isso tem dado um pouco de trabalho, mas até que estamos nos virando bem com a técnica da distração que pegamos dos vídeos da Victoria Stilwell, como no trecho que separamos neste vídeo.
Quando Marvin começa a latir à noite, me sinto meio desconfortável de chamar a atenção dele vocalmente, gritando "EI", por exemplo. Parece que estou latindo junto com ele e a correção soa tão ruim quanto o latido em si.
Por conta disso, bati palmas bem alto por três vezes. Não sei se foi tão incômodo para os vizinhos quanto o grito, mas achei que foi mais efetivo.
Pode ser que tenha sido pela novidade. Marvin nunca tinha ouvido esse barulho nessa ocasião antes. Isso deve ter chamado sua atenção e ele parou de latir.
No geral, o comportamento dele está melhorando progressivamente por causa da castração.
Considerando o que o Barry fez com a coleira anti latidos do Marvin, nem tentamos utilizar o produto novamente. Isso tem dado um pouco de trabalho, mas até que estamos nos virando bem com a técnica da distração que pegamos dos vídeos da Victoria Stilwell, como no trecho que separamos neste vídeo.
Quando Marvin começa a latir à noite, me sinto meio desconfortável de chamar a atenção dele vocalmente, gritando "EI", por exemplo. Parece que estou latindo junto com ele e a correção soa tão ruim quanto o latido em si.
Por conta disso, bati palmas bem alto por três vezes. Não sei se foi tão incômodo para os vizinhos quanto o grito, mas achei que foi mais efetivo.
Pode ser que tenha sido pela novidade. Marvin nunca tinha ouvido esse barulho nessa ocasião antes. Isso deve ter chamado sua atenção e ele parou de latir.
No geral, o comportamento dele está melhorando progressivamente por causa da castração.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Victoria Stilwell
Dos programas de cães que já assistimos no Animal Planet, nosso favorito de longe, é o Encantador de Cães, com Cesar Millan.
Admiramos a aparente sensibilidade, calma, assertividade e técnicas dele. O conceito mais importante a meu ver, é o de que os cães são o reflexo dos donos. Portanto, a proposta de trabalho dele seria a mais efetiva, embora mais demorada e profunda: reabilitar cães e treinar pessoas.
Assim como crianças, os cães acabam sendo a ponta do iceberg de toda a dinâmica familiar. Mas vou falar desse assunto em outra oportunidade.
Recentemente, encontramos os trabalhos de Victoria Stilwell, adestradora que também tem um programa no Animal Planet e GNT: Ou eu ou o cachorro.
Ao contrário de Cesar, Victoria apresenta técnicas que seriam mais acessíveis a "pessoas comuns", que não têm mesma calma, sensibilidade e jeito zen do Encantador de Cães.
No caso do Marvin, utilizamos uma técnica de distração da Victoria.
Barry White é mais equilibrado que Marvin Gaye, por isso, acaba sempre sendo o mais calmo e o primeiro a sair de casa para os passeios.
Quando vê Barry saindo de casa com um dos donos, Marvin começa seu escândalo: chora, grita, late, pula, berra, puxa a guia e etc.
Já tínhamos tentado outras técnicas, mas a da distração da Victoria funcionou bem. Melhor que o borrifador de água.
Funcionou assim:
- Pegamos um punhado de ração e guardamos no bolso.
- Assim que o Marvin começava a chorar, nós pegávamos uma ração na mão e só mostrávamos para ele, sem dá-la.
Com algumas repetições, deu certo. Conseguimos aproveitar aquele famoso déficit de atenção dos cães.
Deduzo que os seguintes pensamentos passem pela cabeça do Marvin: "MEU DEUS, SOCORRO! O BARRY ESTÁ SAINDO! A ÚLTIMA VEZ QUE FIQUEI LONGE DELE EU PERDI MINHAS BOLAS E... Olha! Tem ração na mão da humana! Ei! Por que será que ela não me dá?".
Depois da distração, pedimos para que ele se sentasse, para aí sim, dar a ração.
Vamos repetir a técnica ao longo dos dias. Em breve posto o resultado por aqui.
Admiramos a aparente sensibilidade, calma, assertividade e técnicas dele. O conceito mais importante a meu ver, é o de que os cães são o reflexo dos donos. Portanto, a proposta de trabalho dele seria a mais efetiva, embora mais demorada e profunda: reabilitar cães e treinar pessoas.
Assim como crianças, os cães acabam sendo a ponta do iceberg de toda a dinâmica familiar. Mas vou falar desse assunto em outra oportunidade.
Recentemente, encontramos os trabalhos de Victoria Stilwell, adestradora que também tem um programa no Animal Planet e GNT: Ou eu ou o cachorro.
Ao contrário de Cesar, Victoria apresenta técnicas que seriam mais acessíveis a "pessoas comuns", que não têm mesma calma, sensibilidade e jeito zen do Encantador de Cães.
No caso do Marvin, utilizamos uma técnica de distração da Victoria.
Barry White é mais equilibrado que Marvin Gaye, por isso, acaba sempre sendo o mais calmo e o primeiro a sair de casa para os passeios.
Quando vê Barry saindo de casa com um dos donos, Marvin começa seu escândalo: chora, grita, late, pula, berra, puxa a guia e etc.
Já tínhamos tentado outras técnicas, mas a da distração da Victoria funcionou bem. Melhor que o borrifador de água.
Funcionou assim:
- Pegamos um punhado de ração e guardamos no bolso.
- Assim que o Marvin começava a chorar, nós pegávamos uma ração na mão e só mostrávamos para ele, sem dá-la.
Com algumas repetições, deu certo. Conseguimos aproveitar aquele famoso déficit de atenção dos cães.
Deduzo que os seguintes pensamentos passem pela cabeça do Marvin: "MEU DEUS, SOCORRO! O BARRY ESTÁ SAINDO! A ÚLTIMA VEZ QUE FIQUEI LONGE DELE EU PERDI MINHAS BOLAS E... Olha! Tem ração na mão da humana! Ei! Por que será que ela não me dá?".
Depois da distração, pedimos para que ele se sentasse, para aí sim, dar a ração.
Vamos repetir a técnica ao longo dos dias. Em breve posto o resultado por aqui.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Marvin e Barry: resumo
Este é o Marvin Gaye. Ele foi adotado e trazido lá da Zona Leste. Estava amarrado em um portão.
Descobrimos que ele pertencia a uma senhora que fora encaminhada para
uma casa de repouso e a família simplesmente ignorou o destino dos 12
cachorros que viviam com ela. Uma vizinha, sem saber o que fazer, saiu
pelo bairro distribuindo os cães.
Marvin Gaye é um cão desesperado e ansioso. É daqueles cães que "sambam" quando vão comer, latem de madrugada e choram bastante.
Um problema bem evidente na hora do passeio.
Quase diariamente, levamos Marvin para passear com Barry White, nosso outro cão.
Pensando nas teorias de reforço, só deixamos os dois cães saírem da casa quando estão em silêncio e calmos, conceito que aprendemos com Cesar Milan, o encantador de cães.
Barry, muito mais equilibrado, consegue sair rapidinho. Só que o Marvin, ao ver o outro cachorro sair, começa a se desesperar, puxar a coleira e chorar.
E chora alto. Grita, late, pula, puxa a guia. Ele late e grita tão alto que tememos que as pessoas pensem que está sendo maltratado. Fora que tanto barulho é um incômodo para os vizinhos também.
Ainda não conseguimos
corrigir esse comportamento.
Resolvemos criar este blog para registrar e até compartilhar nossas tentativas de solucionar este problema.
Em resumo até então, já utilizamos:
1 - Uma coleira anti latidos que emite um ruído agudo ao captar um latido ou choro do cão.
Resolvemos criar este blog para registrar e até compartilhar nossas tentativas de solucionar este problema.
Em resumo até então, já utilizamos:
1 - Uma coleira anti latidos que emite um ruído agudo ao captar um latido ou choro do cão.
Funcionou bem nos primeiros dias, porém, Barry também ficava incomodado com o barulho e arrancou a bateria e os fios do produto. Não sei se foi sorte, mas ele agiu como um agente do esquadrão anti bombas.
2 - Um sensor anti latidos que emite um ruído inaudível para humanos, mas incômodo para os cães.
Não funcionou. Marvin e Barry ignoraram o efeito do produto.
3 - Borrifador de água.
Esse funcionou relativamente bem. Consegue chamar a atenção do cão, porém por um curto período de tempo.
Fora o básico: toques, puxões de guia, gritos de "NÃO!" e "SHH".
Esse primeiro post contém apenas um resumo de tudo que fizemos até o momento. A partir dos próximos, vamos relatar outras técnicas que encontrarmos, lições e conclusões que vamos tirar da ocasião.
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