Começa uma nova etapa em Dog Motown.
Durante a primeira reunião de condomínio, as coisas foram tensas. Talvez não tanto quanto eu esperava, mas o suficiente para deixar algumas preocupações.
Como era esperado, houve reclamações sobre os latidos noturnos do Marvin, os latidos do Barry quando pessoas passam pelo portão, algumas eventuais brigas e o cheiro do quintal, este último, um problema que já foi resolvido e só foi levantado pelo vizinho mais implicante.
Mantivemos a calma e sempre utilizamos um discurso objetivo. Qual o problema? Ok! Qual a solução? Ok.
O que nós propusemos foi: contratar um adestrador e estipular um tempo para que as melhorias no comportamento dos cachorros aparecessem.
Outra medida que adotamos foi a de colocar os dois para dormir dentro de casa, fator que aliviaria a carência deles, pois ficariam mais próximos dos donos. O único ponto negativo desta manobra: pode ser que Barry e Marvin fiquem ainda mais carentes, aumentando a ansiedade de separação.
Com esse novo cenário, estabelecemos os pontos que deverão ser abordados pelo adestrador. Alguns já postei aqui:
1 - Marvin ainda não mija no lugar certo. Ele já faz cocô no quintal, mas o xixi ainda é algo quase aleatório. Dentro de casa, isso deve ser uma prioridade.
2 - Latidos para estranhos de Barry e os noturnos do Marvin.
3 - A choradeira do Marvin antes do passeio.
Não consigo imaginar o prazo que o profissional vai nos dar. Daqui um tempo, eu postarei isso.
O interessante para o momento é imaginar a lição que devemos tirar dessa história. Pensar nisso me ajudou a dormir melhor, sem ficar tão puto com toda a situação.
Respirei fundo antes de dormir. Foi um sono agitado. Havia adrenalina no corpo e os cães provavelmente sentiram isso: estava bem agitados dentro da casa.
O que me deixou bem puto foi, mais uma vez a postura de alguns integrantes da discussão. Detesto reuniões longas e pessoas que dão chiliques.
Um de meus grandes desejos para a vida é chegar a uma idade avançada com sabedoria. Em resumo, não quero ser um velho chato. É importante abandonar a implicância para que ela não se desenvolva demais com o tempo e me traga problemas de saúde.
Ao voltar para casa observei e pensei: "Olhe para os cães! Eles estão cagando para a história!" — eu deveria estar cagando também. O foco agora é buscar o adestrador.
O momento da reunião que começou a me deixar irritado foi quando foi levantada a possibilidade de nós nos desfazermos de um dos cães. Por "N" motivos: disseram que não havia espaço para dois cachorros daquele porte na casa. "Quem gosta de animais não pode viver em condomínio!". "Vocês deveriam trocá-los por dois pequenininhos!".
Um exemplo clássico de como as pessoas ainda pensam em bichos de estimação como simples produtos. Sob esse aspecto, vendas ainda me enojam.
Falaram que, se o adestrador não resolvesse, nós teríamos que tomar uma decisão. Ainda no controle, não prolongamos o assunto. Mas fica a pergunta: "que decisão?". Abandonar está fora de questão. Doação? Também.
O ápice foi o tom ameaçador caso as medidas não fossem tomadas e/ou não rendessem os resultados desejados.
Um pedido de intervenção para a prefeitura? Soou para mim como "eu vou contar tudo pra minha mãe!". Imediatamente, lembrei-me da Pópis.
Talvez aqui coubesse uma interpretação bem rasa de Wilhelm Reich: está faltando orgasmo por aí.
Respirando fundo até agora. Assertividade. O importante é correr com o combinado e não pensar nas respostas que deveria ter dado. Chega de me imaginar estudando guitarra às 8h da manhã em todos os próximos sábados. Preciso também me esquecer da ideia de comprar uma bateria.
Por fim, vou listar abaixo as indicações de adestradores que recebi. Ainda não selecionamos, mas vale compartilhar.
Flá Campos.
Ricardo Tamborini.
Dog Adventure.
Nenhum comentário:
Postar um comentário