terça-feira, 7 de outubro de 2014

Uma atualização

Ficamos um tempo sem atualizar o blog, mas foi por um bom motivo.

O comportamento do Marvin melhorou muito.

Para listar aqui as medidas mais importantes:

1 - Castração: só de castrar, o comportamento dele mudou 80%. Ele deixou de tentar copular com a perna das visitas, não tem mais ereções, parou de tentar marcar território em tudo quanto é lugar e o mau cheiro diminuiu bastante.

2 - Dog School: matriculamos tanto Barry quanto Marvin em uma escola de adestramento/day care. Excelente escolha! Em vez de pensar que foi por pressão dos nossos queridos vizinhos, preferimos pensar que foi a melhor escolha para os cães. E foi mesmo. Com diversas atividades, avaliações mensais, exercícios e convívio com a matilha, Marvin está bem menos ansioso. Ainda grita e sapateia em alguns momentos, mas está bem mais tranquilo. Ficamos até um pouco aliviados ao ver que os ataques de ansiedade do Marvin são realmente difíceis de lidar. Mas com certeza, ele progrediu bastante.

3 - Técnica da distração: falamos dela em outro post. Funciona bem. Só temos que tomar cuidado para não reforçar o comportamento ansioso do cão. Em geral, utilizamos um biscrok. Assim que Marvin dá algum chilique, ou o Barry começa a latir para as pessoas que chegam, chamamos a atenção deles com o biscoito, mas não damos para eles. O tradicional déficit de atenção canino age e eles supostamente esquecem do que faziam.

4 - Brigas: parece algo sazonal. Após um período de muita calmaria e brincadeiras, de repente, Barry fica mal-humorado e passa a atacar o Marvin. Nossa teoria até o momento é algum pico de testosterona no Marvin que incomoda o Barry. Algo que ele sente como ameaçador à sua posição na hierarquia. Chegamos a essa conclusão após ver que o Marvin, mesmo castrado, de repente aparece excitado com uma ereção, bem no período que as brigas voltam. Vamos confirmar essa teoria na próxima "Temporada de Brigas".

Novamente. No geral, Marvin melhorou muito mesmo. Ainda tem algumas traquinagens, como eventualmente destruir sandálias ou sempre pegar um Mickey de pelúcia que não é dele.

Mas acho que é porque ele tem muita energia para gastar. Vide vídeo abaixo.


Acho que é só.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Orcas

Eu me lembro que tirei uma grande lição quando aquela orca atacou sua treinadora na frente de vários turistas na Sea World.

Tive que botar essa lição na prática esses dias.

Estranhamente, Barry começou a atacar o Marvin. Ao que parecia, gratuitamente.

A gente sempre conseguia perceber o que Marvin estaria fazendo para provocar. Às vezes, uma brincadeira mais empolgada, um convite para brincadeiras mais exaltado, uma patada, uma mordida mais forte.

Porém, dessas últimas vezes, não observamos nada de provocativo. Muitas vezes, Marvin estava submisso em um canto e Barry corria para atacar. Todo eriçado e agressivo.

Foi aí que me veio um insight: eles também ficam de mau humor.

Os cães e outros bichos não são máquinas programadas. Eles são e sempre serão imprevisíveis.

Claro. Há uma diferença bem clara entre o Barry de mau humor e uma orca. Ou mesmo um leão.

Barry costuma ficar mais irritadiço quando está muito cansado. Ele é naturalmente um cachorro mais tranquilo, e somado a isso, há aquela velha sequela de seus pulmões, que perderam 1/4 da capacidade após a grave pneumonia que teve enquanto era filhote. Já falei dela aqui.

Ok! Aceitamos que cães também ficam de mau humor. Mas qual a razão? O cansaço? Talvez.

Dias depois descobrimos. Pode ser só uma coincidência, porém, não há como comprovarmos agora.

Na hora das refeições, misturada à ração dos dois, nós colocamos aquele patê de carne da Pedigree.

Eles gostam bastante.

Após várias hipóteses, percebemos que os dois dias de mau humor correspondiam ao período de uns três dias que essa ração mole tinha acabado.

Além disso, Marvin estava tomando um antibiótico amassado na comida por conta de uma irritação de pele.

Imaginamos que a possessividade do Barry aflorou ainda mais quando viu que mexíamos e nos dedicávamos uns minutos a mais na comida do Marvin.

Os ataques eram quase certos na hora das refeições. Se não impedíssemos, Barry expulsaria o Marvin e roubaria a comida dele. Sempre com agressividade preocupante.

Compramos novamente a ração e os ataques pararam.

Mais uma vez, pode ser uma grande coincidência, mas deu certo.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Funciona!

Desde que Barry e Marvin passaram a dormir dentro de casa, tivemos alguns problemas com o xixi do Marvin.

Eis que, no armário, encontro esse repelente educador.

Ele tem um cheiro de citronela que incomoda os cachorros na hora em que vão farejar o melhor lugar para fazer xixi.

Deu certo. Agora, podemos dormir despreocupados porque Marvin se dirige até o quintal para fazer as necessidades.

Ah! E o cheiro do produto não é ruim.

Vamos continuar a utilização e depois ver se foi criado o hábito na cabeça dele.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Crônicas de Nárnia: Boçalidades, Pópis e a tia do Batman

Começa uma nova etapa em Dog Motown.

Durante a primeira reunião de condomínio, as coisas foram tensas. Talvez não tanto quanto eu esperava, mas o suficiente para deixar algumas preocupações.

Como era esperado, houve reclamações sobre os latidos noturnos do Marvin, os latidos do Barry quando pessoas passam pelo portão, algumas eventuais brigas e o cheiro do quintal, este último, um problema que já foi resolvido e só foi levantado pelo vizinho mais implicante.

Mantivemos a calma e sempre utilizamos um discurso objetivo. Qual o problema? Ok! Qual a solução? Ok.

O que nós propusemos foi: contratar um adestrador e estipular um tempo para que as melhorias no comportamento dos cachorros aparecessem.

Outra medida que adotamos foi a de colocar os dois para dormir dentro de casa, fator que aliviaria a carência deles, pois ficariam mais próximos dos donos. O único ponto negativo desta manobra: pode ser que Barry e Marvin fiquem ainda mais carentes, aumentando a ansiedade de separação.

Com esse novo cenário, estabelecemos os pontos que deverão ser abordados pelo adestrador. Alguns já postei aqui:

1 - Marvin ainda não mija no lugar certo. Ele já faz cocô no quintal, mas o xixi ainda é algo quase aleatório. Dentro de casa, isso deve ser uma prioridade.

2 - Latidos para estranhos de Barry e os noturnos do Marvin.

3 - A choradeira do Marvin antes do passeio.

Não consigo imaginar o prazo que o profissional vai nos dar. Daqui um tempo, eu postarei isso.

O interessante para o momento é imaginar a lição que devemos tirar dessa história. Pensar nisso me ajudou a dormir melhor, sem ficar tão puto com toda a situação.

Respirei fundo antes de dormir. Foi um sono agitado. Havia adrenalina no corpo e os cães provavelmente sentiram isso: estava bem agitados dentro da casa.

O que me deixou bem puto foi, mais uma vez a postura de alguns integrantes da discussão. Detesto reuniões longas e pessoas que dão chiliques.

Um de meus grandes desejos para a vida é chegar a uma idade avançada com sabedoria. Em resumo, não quero ser um velho chato. É importante abandonar a implicância para que ela não se desenvolva demais com o tempo e me traga problemas de saúde.

Ao voltar para casa observei e pensei: "Olhe para os cães! Eles estão cagando para a história!" — eu deveria estar cagando também. O foco agora é buscar o adestrador.

O momento da reunião que começou a me deixar irritado foi quando foi levantada a possibilidade de nós nos desfazermos de um dos cães. Por "N" motivos: disseram que não havia espaço para dois cachorros daquele porte na casa. "Quem gosta de animais não pode viver em condomínio!". "Vocês deveriam trocá-los por dois pequenininhos!".

Um exemplo clássico de como as pessoas ainda pensam em bichos de estimação como simples produtos. Sob esse aspecto, vendas ainda me enojam.

Falaram que, se o adestrador não resolvesse, nós teríamos que tomar uma decisão. Ainda no controle, não prolongamos o assunto. Mas fica a pergunta: "que decisão?". Abandonar está fora de questão. Doação? Também.

O ápice foi o tom ameaçador caso as medidas não fossem tomadas e/ou não rendessem os resultados desejados.

Um pedido de intervenção para a prefeitura? Soou para mim como "eu vou contar tudo pra minha mãe!". Imediatamente, lembrei-me da Pópis.

Talvez aqui coubesse uma interpretação bem rasa de Wilhelm Reich: está faltando orgasmo por aí.

Respirando fundo até agora. Assertividade. O importante é correr com o combinado e não pensar nas respostas que deveria ter dado. Chega de me imaginar estudando guitarra às 8h da manhã em todos os próximos sábados. Preciso também me esquecer da ideia de comprar uma bateria.

Por fim, vou listar abaixo as indicações de adestradores que recebi. Ainda não selecionamos, mas vale compartilhar.

Flá Campos.

Ricardo Tamborini.

Dog Adventure.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Atualização

Mais uma prova de que um dos componentes principais no adestramento e educação de cães é a paciência.

Marvin teve uma significativa melhora em seu comportamento geral.

1 - Após algumas experiências fedidas de cocô e xixi dentro de casa, não sei dizer em qual dia exatamente, mas o Marvin teve a iniciativa de ir até o quintal para fazer suas necessidades. Quando abríamos a porta de fora para que eles passassem uns tempos conosco no sofá, era sempre um momento de tensão. Pensávamos "a qualquer momento ele vai cagar no chão e mijar em alguma coisa importante". Ponto para o Marvin!

2 - As brigas diminuíram muito. Hoje, Barry e Marvin parecem se dar muito bem. Às vezes até ficam juntos dentro da mesma casinha. Já é até possível dizer que eles têm uma bonita amizade.

3 - Marvin aprendeu a dar a pata quando pedimos. Já compreende o comando "Dá a pata!" e logo em seguida, "A outra!".

4 - Retiramos a coleira anti-latido.

Ainda há alguns pontos para resolver. Marvin já vai até o quintal para mijar, porém, ele ainda não faz no local certo.

A amizade dele com o Barry tem um porém: às vezes, Marvin quer brincar em plena madrugada e fica latindo. Ainda não confirmamos se ele está latindo para o som da TV que vem dentro de casa.

A gritaria na hora de passear persiste e o desespero para a refeição ainda é forte. Ele continua "sambando" enquanto espera.

Creio que precisaremos chamar um adestrador para esses fatos específicos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Paradoxo das fezes

Barry ficou claramente mais territorial depois que Marvin chegou.


Talvez por conta da imposição hierárquica ou territorial, ele começou a comer o cocô do Marvin.

Ainda não consegui dar um flagrante para corrigir o comportamento.

Dizem que os cães são animais que prezam pela limpeza. Aí que está o paradoxo. Para limpar o quintal, o cachorro vai lá e come o cocô?

Tem bastante dicas na web sobre o assunto. Esta foi a que achei mais interessante.

Não acredito que seja tédio ou deficiência de algum nutriente. Tenho a impressão que é uma questão puramente hierárquica e territorial.